PROVÉRBIOS III

Atualizado: 20 de Dez de 2020

Os dias se vão com o vento. Ventos uivam; é o som que anuncia os passos rápidos do tempo.


O caminhar do sol é lento; inútil é a pressa. Contemple o alvorecer, observe o entardecer e aprenda com o anoitecer. Em cada momento, outros acontecimentos. Os dias são como os ventos: imprevisíveis.


Envelhecer sem memória é entardecer sem história. Os bons e maus momentos retornam; inquietam.


Prefira curar a ferida que sofrer a dor da despedida. Não alimente esse desgosto. Toda despedida leva consigo o dissabor do não saber como conviver. Fique atento ao outro lado da vitória. A vitória faz a glória. A glória traz o louvor. O louvor pode ser o começo da arrogância. Não é bom que os melhores feitos sejam perceptíveis pela vaidade. Não, não é bom. Antes, prefira as modestas e discretas proezas. Secretas. Segredos são melhores quando guardam as riquezas das virtudes. Pobres são os que se enriquecem das glórias. Onde está a honra no orgulho? A arrogância leva para longe das virtudes todas as forças do nobre. Morrem fracos os fortes. O tempo faz justiça: não apaga as marcas das proezas, nem da covardia. Se façam fortes, espíritos fracos! O amanhã trará somente as glórias das valentes espadas. Os dias da vergonha nascem para os covardes. Os inimigos não se distanciam com a guerra. Não se distancie dos amigos. Quem sabe aquecer o conviver abre os braços e abraça. Não tente desistir. Cada um tem a sua luta. Não há vitória sem luta. Não há glória na covardia. Lute com o forte. Lute como um forte. Se o inimigo é invisível, seja irresistível.

Judson Santos



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